segunda-feira, 6 de maio de 2013

desvaneios...

Mais do que no meu corpo, aprecio quem me consegue tocar na alma...




Também aprecio quem me excite os neurónios...

A Nudez Forte da Verdade

Quando já tinha chegado a um ponto em que se tornara indiferente avançar ou voltar para trás, aquela tranquila superfície que me seduzira alterou-se; sem ser ainda tempestade, o mar começou a ondular, e, gradualmente, as vagas aumentaram de frequência. Pus-me a pedir ao piloto que me desembarcasse em qualquer ponto da costa; respondeu-me que o litoral era escarpado, inabordável, e que, numa tempestade, ele nada temia mais do que a terra firme. Aliás eu estava a ficar aflito demais para me dar conta do perigo; atormentava-me uma náusea mole, sem solução, daquelas que excitam a bílis sem a expelir. Insisti com o piloto e forcei-o, com vontade ou sem ela, a aproximar-se da costa. Quando nos avizinhámos dela, sem esperar alguma daquelas manobras descritas por Virgílio [...], lembrando-me da minha habilidade como velho praticante de banhos frios, atiro-me ao mar, com equipamento de "nadador de águas frias", isto é, com uma camisola de lã. Não imaginas o que eu passei ao trepar pelos baixios, procurando, e por fim encontrando, um caminho. Fiquei a perceber que os marinheiros têm razão em recear a terra! Foi incrível o que eu aguentei, eu, que nem a mim mesmo já me aguentava. Fica sabendo que não foi tanto pelo ódio do deus do mar que Ulisses naufragou em todo o lado: o que ele tinha eram náuseas! Quanto a mim, onde quer que tenha de ir por mar, levarei como ele vinte anos a chegar!...

Séneca, Cartas a Lucílio VI.53.2-4

Gulbenkian, Lisboa: 2009. (trad.: J. A. Segurado e Campos)





Amizade...

Já vês que, afinal, uma estadia numa província distante não nos priva assim tanto um do outro. É dentro da alma que temos os amigos, e a alma nunca se separa de nós; dentro da alma está sempre presente quem ela queira e quando o queira! Podes, assim, estudar, comer, passear na minha companhia... Muito estreita seria a nosa existência se houvesse alguma barreira a opor-se ao pensamento. Estou a ver-te diante de mim, Lucílio amigo, estou mesmo a ouvir a tua voz; estou de tal modo perto de ti que já não sei bem se te vou escrever uma carta, ou apenas um recado para enviar a tua casa!

Séneca, Cartas a Lucílio VI.55.11

Gulbenkian, Lisboa: 2009. (trad.: J. A. Segurado e Campos)



domingo, 5 de maio de 2013

the end...

Sempre gostei do rugido do leão no inicio dos filmes...apaixonou-me...
mas tambem me apaixonou aquelas letras trabalhadas THE END....
THE END!


sábado, 4 de maio de 2013

Amor...relações....

Somos mais felizes juntos se passarmos mais tempo separados?




O segredo está em não "incomodarmos" nunca o outro, resolvermos nós mesmos os assuntos próprios e só solicitarmos ajuda quando precisarmos mesmo?

Duvido que alguem possa responder com absoluta certeza.

Não existe a fórmula certa para uma relação. Nem todos os conselheiros matrimonias, investigadores que se dedicam ao estudo das várias formas de nos relacionarmos, psicólogos e afins, têm relações felizes.

Actualmente as relações não devem ser vistas à luz do que sempre nos foi ensinado, passado pelos nossos antecessores.

Vivemos num tempo "fast-food", onde tudo é questionado, vivido de forma rápida e se tenta extrair o máximo no menor tempo possível, não havendo, muitas das vezes, paciência, para ir um pouco mais além, o que deveras me entristece.

Esse caminho é tortuoso e difícil e não é garantido que se consiga alcançar. Então porquê arriscar, "perder tempo"?

Talvez  eu seja uma lírica, uma sonhadora, mas ACREDITO que vale a pena partir em busca de algo ESPECIAL.

Vibrei muito mais quando me entreguei, do que quando praticamente deixei de me importar.

Dar espaço sim, SEMPRE! Algumas necessidades pessoais não devem, nem podem ser partilhadas.

Devemos ser honestos mas também percebermos que não estamos sós no mundo.

Nem sempre podemos fazer tudo o que nos apetece sem afectar a relação. Ir sozinha por um caminho pode implicar a distância de quem não foi convidado a partir.

Mas não me parece que tudo esteja errado nas relações tais como as conhecemos.

Que mal há na vida a dois durante um grande período de tempo? Suportar, por vezes, algumas privações em busca de algo maior? Não sei se estou disponível, neste momento, para seguir por aí, mas como poderia criticar ou até não deixar de invejar quem vive dessa forma.

Provavelmente sentem-se livres, presos na sua liberdade de amarem.

E quem já se sentiu assim, como pode não desejar voltar a vibrar com o amor? .....

Amigos

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que saibam que os adoro, embora não declare e não os procure sempre!"

Vinicius de Moraes

Com esta, sobejamente conhecida, frase não posso concordar totalmente, pois são os meus amores os meus maiores amigos.

Balança

Terá tudo um início e um fim?

Será tudo 8 ou 80?

Histórias que ficam suspensas.

Frases que aguardam por ser ditas.

Canções escritas que nunca encontram a música.



Preto ou branco?

Sim ou não?



"(...) e desde que encontrei o caminho do monte Sokei, sei que o nascimento e a morte não são diferentes"

Mestre Dogen, Shobogenzo


Sim ou sopas?

Ou queres ou não queres...

Por vezes gostava de ser cinzenta.

Ser 36.

Assumir que gosto do nim( e deixem os NIN fora disto!).


Que mal tem o meio?


Então porque é tão difícil atingir o equilibrio?